História da Pousada Casa Campestre
Por Jefferson Renó e Alessandra Vinhas, fundadores da Pousada Casa Campestre
Atualizado em:
21 de outubro de 2026
A história da Pousada Casa Campestre começa numa viagem de carnaval a Gonçalves MG, em 2004, quando Jefferson Renó e Alessandra Vinhas decidiram trocar a vida urbana pelo campo. O sítio foi comprado em 2009 e reflorestado em 2010 com mais de 1.500 mudas nativas da Serra da Mantiqueira. A casa da família foi construída em 2011 e ficou pronta no começo de 2012; os primeiros hóspedes chegaram em julho de 2015.
O sonho antes da pousada
A Pousada Casa Campestre, localizada em Gonçalves, Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, não começou com a construção dos chalés nem com a chegada dos primeiros hóspedes. Sua história começou antes, com um projeto de vida compartilhado por Jefferson e Alessandra. Antes de existir como empreendimento, havia o desejo de deixar o ambiente urbano, aproximar-se da natureza e construir uma nova etapa de vida no campo. A ideia de criar uma pousada fazia parte desse sonho, ainda sem um endereço definido.
2004 — quando o sonho encontrou Gonçalves
Em 2004, durante uma viagem de Carnaval, Jefferson e Alessandra saíram de São José dos Campos, no interior de São Paulo, e conheceram pela primeira vez Gonçalves, no sul de Minas Gerais. O que seria apenas uma viagem de descanso transformou-se em um momento decisivo. A paisagem da Serra da Mantiqueira, o contato com a natureza, a atmosfera tranquila da cidade e a autenticidade da vida no interior despertaram nos dois a sensação de que aquele poderia ser o lugar procurado. A partir daquela experiência, estabeleceram como objetivo construir uma pousada em Gonçalves e iniciar uma nova etapa de vida antes de completarem quarenta anos. O sonho, entretanto, ainda precisaria de anos de planejamento, organização financeira, amadurecimento e preparação.
2009 — o sonho ganha um lugar
Em 2009, depois de uma longa procura, Jefferson e Alessandra encontraram a propriedade que consideraram adequada para o futuro projeto. O terreno reunia aproximadamente vinte e seis mil metros quadrados de natureza preservada, mata nativa, água, silêncio, privacidade e integração com a paisagem da Serra da Mantiqueira. A escolha não foi apresentada apenas como uma decisão comercial. Para os fundadores, o espaço precisava corresponder ao modo de viver e de receber que imaginavam para a futura pousada.
2010 a 2012 — a mata replantada e a casa da família
Em 2010, Jefferson e Alessandra reflorestaram o terreno com mais de 1.500 mudas nativas da Serra da Mantiqueira. Antes de construir a pousada, decidiram construir sua própria residência no terreno: a casa foi erguida em 2011 e ficou pronta no começo de 2012. Durante vários anos, ela foi o refúgio da família nos fins de semana, férias e feriados. Essa convivência permitiu que conhecessem profundamente o lugar, seus ciclos, suas mudanças e a relação entre a paisagem e o cotidiano.
Antes dos hóspedes, veio a experiência de viver o lugar
A permanência na propriedade transformou o conhecimento do lugar em experiência vivida. O amanhecer entre as montanhas, o perfume da vegetação depois da chuva, o canto dos pássaros, as noites silenciosas e o ritmo da vida no campo passaram a fazer parte da relação dos fundadores com aquele espaço. Foi também nesse período que a ideia de hospitalidade amadureceu. O projeto deixou de ser apenas a construção de uma pousada e passou a incorporar uma forma específica de receber: com atenção, privacidade, tranquilidade, contato com a natureza e cuidado com os detalhes. Esses elementos surgiram da própria experiência dos proprietários no lugar e da forma como desejavam receber as pessoas que, no futuro, chegariam à propriedade.
2015 — a decisão definitiva
Depois de mais de uma década de planejamento e preparação, 2015 marcou a decisão definitiva. Os idealizadores da pousada deixaram a rotina construída em São José dos Campos, venderam o patrimônio acumulado ao longo dos anos de trabalho e passaram a dedicar-se integralmente ao projeto. A mudança marcou uma nova etapa de vida. A partir daquele momento, a energia e a experiência dos dois passaram a estar concentradas na construção da Pousada Casa Campestre. As obras começaram respeitando as características do terreno. Os chalés foram implantados de forma a preservar a integração com a natureza, enquanto os espaços foram concebidos para oferecer privacidade, silêncio e conforto.
Julho de 2015 — chegam os primeiros hóspedes
Em julho de 2015, a Pousada Casa Campestre recebeu seus primeiros hóspedes. A inauguração marcou a passagem do projeto para a operação e a concretização de um sonho iniciado onze anos antes, naquela primeira viagem a Gonçalves. Desde o início, os anfitriões escolheram preservar um modelo intimista, voltado para casais que valorizam tranquilidade, exclusividade, natureza e atendimento personalizado. Em vez de buscar crescimento baseado simplesmente em volume, a trajetória descrita mostra uma escolha pela proximidade e pela atenção à experiência.
Uma história que continua
Ao longo dos anos, a Pousada Casa Campestre evoluiu. Novas experiências foram incorporadas, processos foram aperfeiçoados e a estrutura foi refinada para acompanhar as expectativas do viajante contemporâneo. Ao mesmo tempo, os proprietários permaneceram à frente da operação, recebendo pessoalmente os hóspedes, acompanhando a rotina da pousada e observando de perto a experiência vivida por cada casal. A história iniciada em 2004 continua sendo escrita. Cada novo hóspede, cada reencontro, cada celebração e cada memória acrescentam um novo capítulo à trajetória da Pousada Casa Campestre.
O que a trajetória revela
A história da Pousada Casa Campestre é, antes de tudo, a história de uma transformação: um sonho de mudança de vida encontrou em Gonçalves o lugar onde poderia ser realizado; uma propriedade passou a ser residência; a residência tornou-se espaço de convivência e aprendizado; e esse processo deu origem à pousada que começou a receber hóspedes em 2015. Por isso, a trajetória não deve ser compreendida apenas como uma sequência de datas. Ela mostra como decisões pessoais, escolhas de lugar, tempo de preparação e experiência direta com a propriedade precederam a existência da marca como empreendimento.
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