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As Araucárias de Gonçalves

Por Jefferson Renó e Alessandra Vinhas, fundadores da Pousada Casa Campestre

Atualizado em:

7 de outubro de 2026


As araucárias são a árvore símbolo da Serra da Mantiqueira, uma espécie ameaçada de extinção cuja presença indica boa conservação da floresta. Na Pousada Casa Campestre, em Gonçalves (MG), elas marcam o horizonte da paisagem ao redor da propriedade.


Fundamentos Científicos do Destino

As araucárias constituem uma das espécies arbóreas mais emblemáticas do Brasil. Sua presença marca profundamente as paisagens de altitude da Serra da Mantiqueira. Em Gonçalves, essas árvores fazem parte da identidade visual do território. Destacam-se entre montanhas, campos, neblinas e fragmentos preservados da Mata Atlântica. Sua imponência desperta admiração. Sua importância ecológica vai muito além da beleza da paisagem. Sob a perspectiva da Botânica, a espécie predominante na região é a Araucaria angustifolia. Popularmente conhecida como araucária ou pinheiro-do-paraná, pertence ao grupo das gimnospermas. Trata-se de uma das espécies vegetais mais antigas ainda existentes no planeta. Seus ancestrais surgiram muito antes do aparecimento das plantas com flores. Essa longa trajetória evolutiva explica diversas de suas características morfológicas e fisiológicas. A araucária integra naturalmente a Floresta Ombrófila Mista, uma das formações vegetais da Mata Atlântica. Esse ecossistema desenvolve-se principalmente em regiões de maior altitude. As temperaturas mais amenas, a elevada umidade e a frequência de neblinas criam condições favoráveis ao crescimento da espécie. Na Serra da Mantiqueira, esses fatores ambientais permitiram o estabelecimento de importantes populações naturais ao longo de milhares de anos. A Fitogeografia demonstra que a distribuição da araucária depende de condições climáticas bastante específicas. A espécie adapta-se melhor a regiões com invernos frios, elevada disponibilidade de água e temperaturas moderadas durante o verão. Por essa razão, sua ocorrência concentra-se nas áreas montanhosas do Sul e do Sudeste do Brasil. A Serra da Mantiqueira representa um dos limites naturais dessa distribuição.


O crescimento da araucária ocorre lentamente. Durante suas primeiras décadas de vida, o desenvolvimento acontece de forma gradual. Apenas muitos anos depois a árvore adquire sua característica copa em forma de candelabro. Alguns exemplares ultrapassam trinta metros de altura. Outros permanecem vivos durante vários séculos, tornando-se verdadeiros marcos da paisagem. A Dendrologia estuda exatamente esse desenvolvimento das árvores. Os estudos demonstram que espécies de crescimento lento costumam produzir madeiras extremamente resistentes. Essa característica tornou a araucária intensamente explorada durante os séculos XIX e XX. Como consequência, grande parte das florestas originais foi reduzida ou fragmentada. Hoje, a espécie encontra-se oficialmente classificada como ameaçada de extinção. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e os órgãos ambientais brasileiros reconhecem que a redução da área de ocorrência natural tornou necessária a adoção de políticas permanentes de conservação. A preservação dos remanescentes florestais tornou-se prioridade para garantir a sobrevivência da espécie. Sob a perspectiva da Ecologia, a araucária desempenha funções muito além da composição da paisagem. Sua copa oferece abrigo para aves, pequenos mamíferos, insetos e inúmeros outros organismos. Seu tronco serve de suporte para bromélias, orquídeas, líquens, musgos e diversas plantas epífitas. Dessa forma, cada árvore transforma-se em um pequeno ecossistema capaz de sustentar grande diversidade biológica. Outro aspecto importante refere-se ao pinhão.


O pinhão corresponde à semente produzida pela araucária. Rico em carboidratos, proteínas, fibras e minerais, constitui importante fonte de alimento para diversas espécies da fauna silvestre. Papagaios, gralhas, esquilos, cutias e outros animais dependem desse recurso durante determinadas épocas do ano. Entre todos esses organismos, destaca-se a gralha-azul. Essa ave tornou-se um dos principais agentes naturais de dispersão da espécie. Ao esconder pinhões no solo para consumi-los posteriormente, acaba esquecendo parte dessas sementes. Muitas delas germinam, dando origem a novas araucárias. Trata-se de um exemplo clássico de mutualismo ecológico, no qual ambas as espécies são beneficiadas. Esse mecanismo contribui para a regeneração natural das florestas. Sem a participação da fauna dispersora, a capacidade de expansão das populações naturais seria significativamente reduzida. A conservação da araucária depende, portanto, da manutenção de todo o ecossistema onde ela está inserida. A Ecologia da Paisagem demonstra que árvores de grande porte exercem influência direta sobre o funcionamento ambiental. As copas reduzem a incidência direta da radiação solar sobre o solo. As raízes favorecem a infiltração da água. A serrapilheira formada pela queda de folhas e galhos aumenta a fertilidade do solo. Ao mesmo tempo, a árvore participa do armazenamento de carbono atmosférico, contribuindo para a regulação climática. Outro serviço ecossistêmico importante relaciona-se à conservação dos recursos hídricos.


As áreas ocupadas por araucárias favorecem maior infiltração das águas das chuvas. Esse processo alimenta lençóis freáticos, protege nascentes e contribui para a regularização do fluxo dos cursos d'água ao longo do ano. Em regiões montanhosas, como a Serra da Mantiqueira, essa função torna-se particularmente relevante. A araucária também possui enorme importância para a História Ambiental brasileira. Durante séculos, sua madeira foi amplamente utilizada na construção civil, na fabricação de móveis, dormentes ferroviários e diversos produtos industriais. Essa exploração provocou intensa redução das florestas originais. Estima-se que apenas pequena parcela da cobertura original de Floresta Ombrófila Mista permaneça atualmente preservada. Sob a perspectiva da Etnobotânica, o pinhão ocupa lugar importante na cultura regional. Muito antes da colonização europeia, povos indígenas já utilizavam essa semente como alimento. Posteriormente, comunidades rurais incorporaram o pinhão à culinária tradicional. Até hoje, ele permanece presente em receitas típicas, festas regionais e manifestações culturais associadas ao inverno nas regiões de altitude. A Fenologia explica que o ciclo reprodutivo da araucária acompanha as estações do ano. A formação das sementes ocorre lentamente. A maturação dos pinhões acontece em períodos específicos. Essa sazonalidade influencia diretamente a disponibilidade de alimento para diversas espécies animais e contribui para organizar parte da dinâmica ecológica da floresta. Além de seu valor ecológico, a araucária exerce forte influência sobre a percepção da paisagem.


Sua forma arquitetônica destaca-se facilmente no horizonte. Mesmo à distância, torna-se um ponto de referência visual. Durante a neblina, suas copas emergem acima das brumas. Ao amanhecer e ao entardecer, suas silhuetas criam alguns dos cenários mais característicos da Serra da Mantiqueira. Os estudos da Psicologia Ambiental demonstram que árvores de grande porte despertam sensações de estabilidade, permanência e segurança. A presença de espécies centenárias amplia a percepção de autenticidade do ambiente. Também fortalece o vínculo emocional entre visitantes e o território. A araucária, nesse contexto, torna-se muito mais do que um elemento botânico. Ela transforma-se em um símbolo da identidade da paisagem. Do ponto de vista científico, a conservação da araucária representa uma estratégia fundamental para a preservação da biodiversidade. Proteger essa espécie significa proteger inúmeras outras formas de vida que dependem direta ou indiretamente dela. Significa conservar recursos hídricos, manter processos ecológicos, preservar a paisagem e fortalecer a resiliência ambiental da Serra da Mantiqueira. Compreender as araucárias de Gonçalves significa compreender uma das maiores expressões da natureza nas montanhas brasileiras. Essas árvores testemunharam gerações, acompanharam transformações da paisagem e continuam sustentando uma complexa rede de relações ecológicas. Sua presença recorda que a verdadeira riqueza da Serra da Mantiqueira não está apenas em suas belas vistas, mas também na extraordinária capacidade de seus ecossistemas preservarem vida, história e equilíbrio ao longo dos séculos.


O Destino na Experiência da Hospitalidade

As araucárias fazem parte da experiência de quem visita a Serra da Mantiqueira muito antes de qualquer atividade planejada. Elas surgem ao longo das estradas rurais. Acompanham trilhas e mirantes. Destacam-se entre a neblina das manhãs. Permanecem visíveis no horizonte durante o pôr do sol. Sua presença comunica imediatamente que o visitante chegou a um território de altitude, natureza preservada e identidade singular. Na Pousada Casa Campestre, acreditamos que as araucárias representam uma das primeiras formas de acolhimento oferecidas pela própria paisagem. Antes mesmo de qualquer contato conosco, elas já recebem o visitante. Sua imponência desperta curiosidade. Sua silhueta transmite serenidade. Sua permanência ao longo das montanhas convida naturalmente à contemplação. A hospitalidade começa na relação entre o hóspede e o território. Os estudos da Environmental Psychology demonstram que árvores de grande porte exercem forte influência sobre a percepção dos ambientes. Espécies centenárias despertam sensações de estabilidade, segurança e permanência. Sua presença reduz a percepção de artificialidade da paisagem. Também fortalece a sensação de autenticidade do destino. O visitante percebe que está diante de um ambiente que preserva sua história natural. Na Pousada Casa Campestre, encontramos exatamente essa experiência. As araucárias não funcionam como elementos decorativos. Elas fazem parte da identidade da propriedade e da própria Serra da Mantiqueira. Cada árvore preservada contribui para construir uma atmosfera que dificilmente poderia ser reproduzida em outro lugar.


Outro aspecto importante refere-se à dimensão do tempo. Vivemos em uma sociedade marcada pela rapidez. As araucárias apresentam uma lógica completamente diferente. Crescem lentamente. Permanecem vivas durante muitas gerações. Enfrentam diferentes estações e continuam transformando silenciosamente a paisagem. Na Pousada Casa Campestre, acreditamos que essa característica transmite um ensinamento valioso. Ao observar uma araucária centenária, percebemos que a natureza não mede sua importância pela velocidade do crescimento. Sua grandeza nasce justamente da paciência. Essa percepção convida o visitante a desacelerar e a experimentar a viagem em um ritmo mais próximo dos ciclos naturais. A presença dessas árvores também modifica a experiência visual da paisagem. Suas copas em formato característico criam pontos de referência naturais entre montanhas, campos e vales. Durante o amanhecer, aparecem envolvidas pela neblina. Ao longo do dia, projetam sombras sobre a vegetação. No entardecer, suas silhuetas destacam-se contra o céu da Serra da Mantiqueira. Na Pousada Casa Campestre, valorizamos profundamente essa relação entre paisagem e contemplação. Muitos hóspedes permanecem observando as araucárias durante longos períodos. A cada mudança da luz, a percepção da árvore também se transforma. O cenário nunca permanece exatamente igual. A natureza renova continuamente a experiência. Outro benefício relaciona-se ao conforto ambiental. As copas das araucárias oferecem sombra natural. Influenciam a circulação do vento. Contribuem para a regulação térmica dos espaços ao seu redor. Também favorecem a permanência de diferentes espécies de aves, enriquecendo a paisagem sonora da região.


Na Pousada Casa Campestre, percebemos diariamente essa integração. O canto dos pássaros costuma acompanhar o amanhecer entre as árvores. A brisa percorre suavemente suas copas. A vegetação cria uma atmosfera naturalmente agradável. O conforto não depende apenas da arquitetura. A própria natureza participa da experiência. As araucárias também fortalecem o vínculo entre visitantes e o destino. Os estudos sobre Place Attachment demonstram que elementos naturais marcantes favorecem conexões emocionais duradouras com determinados lugares. Árvores monumentais frequentemente tornam-se referências afetivas. Passam a fazer parte da memória construída durante a viagem. Na Pousada Casa Campestre, observamos esse fenômeno com frequência. Muitos hóspedes registram fotografias das araucárias. Outros perguntam sobre sua idade, sua história ou sua importância para a região. Alguns retornam anos depois e procuram reencontrar exatamente as mesmas árvores que admiraram durante sua primeira visita. Outro aspecto importante diz respeito à biodiversidade. Embora o visitante normalmente perceba apenas a imponência da árvore, cada araucária abriga uma complexa comunidade de seres vivos. Bromélias, líquens, musgos, orquídeas e diversas espécies de insetos compartilham seu tronco e seus galhos. A fauna utiliza seus frutos, sua copa e sua estrutura como abrigo e fonte de alimento. Na Pousada Casa Campestre, acreditamos que compreender essa riqueza amplia a experiência da hospedagem. A paisagem deixa de ser apenas bonita. Passa a revelar processos ecológicos que acontecem continuamente, mesmo quando permanecem invisíveis aos nossos olhos. A contemplação transforma-se também em conhecimento.


As araucárias possuem ainda profundo significado cultural. O pinhão faz parte da gastronomia tradicional das regiões de altitude. Sua colheita acompanha os ciclos da natureza. Receitas familiares atravessam gerações. A árvore tornou-se símbolo da Serra da Mantiqueira e da identidade cultural de inúmeras comunidades. Na Pousada Casa Campestre, valorizamos essa relação entre natureza e cultura. Entendemos que conhecer uma região significa compreender tanto seus ecossistemas quanto suas tradições. As araucárias aproximam esses dois universos. Elas representam, ao mesmo tempo, patrimônio natural e patrimônio cultural. Os princípios do Slow Tourism reforçam esse olhar. Viajar lentamente significa permitir que árvores centenárias deixem de ser apenas elementos da paisagem. Significa caminhar entre elas. Observar sua arquitetura. Perceber suas diferenças. Descobrir como modificam o ambiente ao redor. A experiência torna-se mais profunda justamente porque acontece sem pressa. Na Pousada Casa Campestre, essa filosofia orienta nossa Hospitalidade de Excelência. Acreditamos que o verdadeiro luxo contemporâneo também está na possibilidade de conviver com árvores que atravessaram séculos preservando sua autenticidade. Elas nos lembram que algumas das maiores riquezas da natureza não podem ser produzidas. Apenas protegidas. Outro aspecto importante refere-se à educação ambiental. Quando um visitante compreende que a araucária é uma espécie ameaçada de extinção, sua percepção muda profundamente. A árvore deixa de representar apenas um belo cenário. Passa a simbolizar a importância da conservação da Mata Atlântica e da preservação das paisagens da Serra da Mantiqueira.


Na Pousada Casa Campestre, entendemos que a hospitalidade também pode despertar consciência. Compartilhar conhecimento sobre a flora regional fortalece o respeito pela natureza. Estimula atitudes de preservação. Amplia o sentimento de responsabilidade em relação ao patrimônio ambiental que acolhe cada visitante. Também acreditamos que as araucárias enriquecem o turismo romântico. Poucos cenários transmitem tanta serenidade quanto uma araucária isolada sobre uma montanha ao amanhecer. Ou um conjunto dessas árvores envolvido pela neblina durante o inverno. A paisagem adquire uma beleza discreta, elegante e profundamente autêntica. Na Pousada Casa Campestre, esses momentos tornam-se parte das lembranças construídas pelos casais. Uma caminhada sob as araucárias. Um café apreciado diante das montanhas. Uma fotografia feita ao lado de uma árvore centenária. Pequenos instantes transformam-se em memórias duradouras justamente porque unem natureza, tempo e emoção. É por isso que entendemos as araucárias como muito mais do que uma espécie botânica. Elas representam um dos maiores símbolos da Serra da Mantiqueira. Preservam a biodiversidade. Protegem os ecossistemas. Organizam a paisagem. Inspiram contemplação. Fortalecem a identidade regional. E aproximam o visitante da história natural deste território. Na Pousada Casa Campestre, acreditamos que cuidar das araucárias significa cuidar da própria essência da Hospitalidade de Excelência. Enquanto essas árvores permanecem silenciosamente protegendo a paisagem das montanhas, elas também preservam aquilo que desejamos oferecer a cada hóspede: uma experiência autêntica, serena, profundamente conectada com a natureza e construída no mesmo ritmo paciente com que a Serra da Mantiqueira continua escrevendo sua história.


A Filosofia da Pousada Casa Campestre

Na filosofia da Pousada Casa Campestre, acreditamos que algumas paisagens deixam de ser apenas cenários e passam a representar uma forma de enxergar a vida. As araucárias pertencem a esse grupo. Elas não são apenas árvores características da Serra da Mantiqueira. Tornaram-se um símbolo permanente dos valores que orientam nossa forma de receber, preservar e viver este território. Jefferson Renó e Alessandra Vinhas aprenderam que nenhuma araucária alcança sua imponência rapidamente. Ela cresce lentamente. Enfrenta verões e invernos. Resiste aos ventos fortes, às geadas e às tempestades. Ano após ano, continua crescendo sem pressa. Sua grandeza não nasce da velocidade. Nasce da constância. Foi observando essas árvores que compreendemos uma importante lição. Tudo aquilo que realmente possui valor precisa de tempo para amadurecer. As melhores relações humanas são construídas ao longo dos anos. A confiança nasce da convivência. O conhecimento surge da experiência. A excelência é resultado de aperfeiçoamento contínuo. A natureza nunca demonstra ansiedade. Apenas continua seu trabalho silencioso. Na Pousada Casa Campestre, buscamos seguir esse mesmo princípio. Nossa Hospitalidade de Excelência não foi criada em um único momento. Ela foi construída diariamente. Cada hóspede recebido trouxe novos aprendizados. Cada experiência permitiu novos aperfeiçoamentos. Assim como uma araucária fortalece lentamente suas raízes antes de expandir sua copa, também acreditamos que toda excelência verdadeira nasce de bases sólidas.


As araucárias também nos ensinaram sobre identidade. Mesmo observadas à distância, elas são imediatamente reconhecidas. Sua copa em forma de candelabro desenha o horizonte da Serra da Mantiqueira. Nenhuma outra árvore produz exatamente a mesma silhueta. Elas permanecem absolutamente fiéis àquilo que são. Essa autenticidade tornou-se uma inspiração para nossa própria história. Quando surgiu a identidade visual da Pousada Casa Campestre, escolhemos que as araucárias fizessem parte do nosso logotipo. Essa decisão nunca foi apenas estética. Foi uma escolha de significado. Queríamos que nossa marca representasse exatamente aquilo que a Serra da Mantiqueira representa para nós: natureza preservada, permanência, elegância, autenticidade e profundo respeito pelo tempo. Sempre que nosso logotipo é visto, as araucárias lembram que a Pousada Casa Campestre nasceu deste território. Elas representam nossas raízes. Representam nossa conexão com Gonçalves. Representam o compromisso de preservar aquilo que torna esta região única. Mais do que um elemento gráfico, elas expressam nossa identidade institucional e nossa filosofia de Hospitalidade de Excelência. Jefferson Renó e Alessandra Vinhas descobriram que as araucárias também ensinam sobre generosidade. Todos os anos, produzem seus pinhões. Essas sementes garantem a continuidade da própria espécie. Mas também alimentam inúmeras aves, mamíferos e outros animais. A árvore compartilha naturalmente aquilo que produz. Sua existência beneficia muito mais vidas do que apenas a sua.


Na Pousada Casa Campestre, encontramos nessa característica uma inspiração permanente. A hospitalidade também nasce da generosidade. Receber significa compartilhar conhecimento, tempo, atenção e cuidado. Significa oferecer experiências capazes de permanecer na memória das pessoas muito depois do término da viagem. As araucárias também revelam um importante ensinamento sobre discrição. Elas figuram entre as árvores mais emblemáticas do Brasil. Ainda assim, jamais procuram protagonismo. Apenas permanecem realizando silenciosamente seu papel ecológico. Protegem o solo. Regulam parte do microclima. Alimentam a fauna. Abrigam inúmeras espécies. Mantêm o equilíbrio da floresta sem jamais exigir reconhecimento. Na Pousada Casa Campestre, acreditamos que os melhores gestos de hospitalidade possuem exatamente essa mesma característica. O hóspede talvez nunca perceba todos os detalhes preparados antes de sua chegada. Não verá o trabalho realizado para preservar os jardins. Nem conhecerá todas as ações voltadas ao cuidado da natureza. Ainda assim, sentirá o resultado desse conjunto de pequenos gestos. Assim como acontece na floresta, grande parte da excelência permanece invisível, mas seus efeitos são plenamente percebidos. Jefferson Renó e Alessandra Vinhas também aprenderam que nenhuma araucária vive isolada. Ao seu redor desenvolvem-se bromélias, líquens, orquídeas, musgos, fungos, insetos, aves e pequenos mamíferos. Cada árvore sustenta uma complexa rede de relações ecológicas. Sua existência fortalece inúmeras outras formas de vida.


Essa realidade inspira profundamente nossa filosofia. Na Pousada Casa Campestre, entendemos que hospitalidade também é um ecossistema. Cada colaborador contribui para a experiência final. Cada detalhe da propriedade influencia a percepção dos hóspedes. Cada cuidado com a natureza fortalece o destino. Assim como acontece na floresta, tudo está conectado. As araucárias também nos ensinaram sobre permanência. Enquanto quase tudo ao nosso redor muda rapidamente, elas permanecem atravessando gerações. Muitas testemunharam transformações da paisagem, mudanças sociais e diferentes momentos da história da Serra da Mantiqueira. Permaneceram silenciosamente presentes, lembrando que algumas riquezas não podem ser medidas pelo tempo cronológico, mas pela capacidade de atravessar o próprio tempo. Na Pousada Casa Campestre, valorizamos profundamente esse conceito. Não buscamos acompanhar modismos passageiros. Preferimos construir uma hospitalidade baseada em princípios permanentes. Respeito. Elegância. Autenticidade. Cuidado. Simplicidade. Sustentabilidade. Valores que permanecem atuais porque fazem parte da própria essência das relações humanas. As araucárias também despertam um profundo sentimento de pertencimento. Quem retorna à Serra da Mantiqueira frequentemente reencontra essas árvores como velhas conhecidas. Elas permanecem no mesmo lugar. Continuam acolhendo quem chega. Tornam-se referências afetivas da paisagem. Fazem parte da memória construída durante cada viagem. Na Pousada Casa Campestre, percebemos esse sentimento em muitos hóspedes. Diversas pessoas retornam anos depois e se emocionam ao rever as mesmas araucárias que contemplaram em sua primeira estadia. As árvores permanecem. As lembranças também. A paisagem transforma-se em memória afetiva.


Os proprietários aprenderam ainda que preservar uma araucária significa preservar muito mais do que uma espécie. Significa proteger nascentes. Conservar a biodiversidade. Manter a identidade visual da Serra da Mantiqueira. Garantir alimento para inúmeras espécies. Respeitar a história natural construída ao longo de milhares de anos. Essa consciência fortalece diariamente nosso compromisso. Na Pousada Casa Campestre, entendemos que preservar a natureza não representa apenas uma responsabilidade ambiental. Representa também um compromisso ético com as futuras gerações. Queremos que outras pessoas possam contemplar as mesmas paisagens que hoje nos emocionam. Queremos que continuem encontrando araucárias centenárias desenhando o horizonte de Gonçalves. Foi convivendo diariamente com milhares de hóspedes que compreendemos outra verdade importante. Poucos visitantes perguntam a altura de uma araucária. Poucos conhecem seu nome científico. Mas quase todos se encantam com sua presença. Fotografam suas copas contra o céu. Caminham lentamente entre elas. Permanecem alguns minutos simplesmente observando sua imponência. A natureza fala primeiro às emoções. O conhecimento vem depois. Foi exatamente essa percepção que inspirou este texto. Nosso objetivo não foi apenas apresentar informações botânicas, ecológicas ou históricas sobre a Araucaria angustifolia. Procuramos mostrar que essas árvores representam uma filosofia de vida. Elas nos lembram que crescer exige paciência. Permanecer exige equilíbrio. Compartilhar fortalece toda a comunidade. Preservar garante futuro.


Na filosofia da Pousada Casa Campestre, acreditamos que as araucárias simbolizam nossas raízes. Sua copa representa nossa visão de futuro. Seu tronco representa nossa solidez. Seus pinhões representam a continuidade da vida. E sua presença em nosso logotipo representa aquilo que desejamos comunicar ao mundo desde o primeiro olhar: somos uma pousada profundamente conectada à Serra da Mantiqueira, construída sobre os valores da natureza, da autenticidade e da Hospitalidade de Excelência. É por isso que as araucárias ocupam um lugar tão especial em nossa história. Elas estão presentes na paisagem que contemplamos todos os dias. Estão presentes nas memórias construídas por nossos hóspedes. Estão presentes na identidade visual da Pousada Casa Campestre. E, acima de tudo, estão presentes na filosofia que orienta cada decisão que tomamos.


Na paisagem ao redor da Pousada Casa Campestre, as araucárias marcam o horizonte da Serra da Mantiqueira. Espécie ameaçada de extinção, elas são indicador de conservação, e a presença delas lembra que a floresta que se contempla precisa ser protegida.


Reflexão dos fundadores

Quando pensamos na identidade da Pousada Casa Campestre, percebemos que seria impossível separar nossa história da paisagem da Serra da Mantiqueira. E, dentro dessa paisagem, nenhuma árvore nos representa melhor do que a araucária. Foi por isso que decidimos colocá-la em nosso logotipo. Não porque fosse um símbolo bonito, mas porque ela traduz exatamente os valores que procuramos viver todos os dias. A araucária cresce lentamente, permanece firme diante das adversidades, acolhe inúmeras formas de vida e atravessa gerações preservando sua essência. Gostaríamos que nossa pousada também fosse reconhecida dessa maneira. Sempre que olhamos para nosso logotipo, lembramos que ele não representa apenas uma empresa. Representa um compromisso. O compromisso de cuidar deste lugar, respeitar seus ciclos, preservar sua natureza e oferecer uma hospitalidade que tenha raízes tão profundas quanto as das araucárias que desenham o horizonte de Gonçalves. Esperamos que cada pessoa que visite a Pousada Casa Campestre também passe a enxergar essas árvores com novos olhos. Que deixe de vê-las apenas como parte da paisagem e passe a reconhecê-las como testemunhas silenciosas da história da Serra da Mantiqueira e como um símbolo permanente daquilo que acreditamos ser a verdadeira Hospitalidade de Excelência.


Jefferson Renó e Alessandra Vinhas
Fundadores da Pousada Casa Campestre


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